Polícia

Chico Lucas defende endurecimento da lei para proteger mulheres

Segundo o gestor, a violência contra mulheres é “abominável” e precisa ser enfrentada com rigor. Ele destacou que os feminicídios são cometidos majoritariamente por homens incapazes de aceitar a autonomia feminina.

Por Alessandra Fonseca

08 de dezembro de 2025 às 11:35 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O aumento dos feminicídios no país motivou protestos em várias capitais.
  • O secretário Chico Lucas destacou a violência contra mulheres como "abominável" e enfatizou a necessidade de enfrentá-la com rigor.
  • Ele afirmou que os feminicídios são majoritariamente cometidos por homens que não aceitam a autonomia feminina.
  • Chico Lucas ressaltou a importância do trabalho da Rede de Proteção e ações integradas com a Secretaria das Mulheres.
  • Ele apontou a necessidade de refletir sobre o machismo estrutural como raiz do problema.
  • Apesar de uma leve redução em 2025, os índices de feminicídio ainda são preocupantes.
  • Defendeu a revisão das leis penais e processuais para endurecer penalidades contra agressores.
  • O Estado está defendendo penas mais duras no Congresso Nacional para crimes contra grupos vulneráveis.
  • Protestos reacenderam o debate sobre políticas públicas e a responsabilidade do Estado.
  • Chico Lucas destacou a importância da reflexão social sobre o tema.

O aumento dos feminicídios no país motivou protestos em várias capitais no fim de semana. Segundo o o secretário Chico Lucas, a violência contra mulheres é “abominável” e precisa ser enfrentada com rigor. Ele destacou que os feminicídios são cometidos majoritariamente por homens incapazes de aceitar a autonomia feminina. Secretário de Segurança, Chico Lucas - Foto: Lupa1Secretário de Segurança, Chico Lucas - Foto: Lupa1  

“Principalmente nós homens: são violências cometidas por homens contra as mulheres. É muito uma reação desses homens inseguros, que não sabem lidar com mulheres cada vez mais fortes, mais empoderadas, mais conscientes dos seus direitos, e eles agem com violência para calá-las. A gente vai dizer que isso não vai ser permitido aqui no Piauí”, afirmou.

O secretário ressaltou que parte da estratégia do Estado envolve o trabalho da Rede de Proteção e ações integradas com a Secretaria das Mulheres. Entretanto, para ele, a raiz do problema exige reflexão mais profunda sobre o machismo estrutural.

Índices preocupam

Chico Lucas lembrou que o Piauí enfrentou aumento dos feminicídios no ano passado, o que levou à adoção de medidas emergenciais. Em 2025, segundo ele, houve redução, mas ainda longe do aceitável.

“Graças a Deus, está diminuindo, mas ainda longe do ideal, porque há muitas mulheres morrendo, principalmente por homens que não aceitam que elas tenham liberdade, autonomia e independência.”

Endurecimento das leis

Um ponto defendido por Chico Lucas é a revisão da legislação penal e processual referente aos crimes de violência doméstica. Segundo ele, a possibilidade de réus responderem em liberdade coloca famílias em risco.

“A gente entende que tem que endurecer tanto as penas como o processo penal, porque um homem que agride tem que ficar preso, ele não pode ficar solto respondendo em liberdade. Temos que endurecer audiência de custódia, para que os homens que cometam violência respondam presos quando esse crime representar risco à família e às mulheres.”

O secretário afirmou que o Estado está defendendo essa pauta junto ao Congresso Nacional como medida essencial diante da realidade do país.

“É necessária uma alteração legislativa para endurecer ainda mais as penas contra os crimes que atingem grupos vulneráveis, especialmente as mulheres.”

Com discursos de repúdio, protestos e cobranças às autoridades, o episódio reacendeu o debate sobre políticas públicas e responsabilidade do Estado. Para Chico Lucas, porém, parte da resposta também depende da sociedade: “Cabe uma reflexão”.




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