Por Emanuel Oliveira
03 de outubro de 2025 às 11:16 ▪ Atualizado há 2 meses
A Justiça Federal determinou, nesta sexta-feira (03), a soltura de dois gestores de Organizações Sociais de Saúde (OSSs) que estavam presos desde 30 de setembro em investigação da Polícia Federal sobre fraudes em contratos da saúde no Piauí.
As apurações da PF apontam suspeitas de superfaturamento, lavagem de dinheiro, direcionamento de contratos e uso de documentos falsos envolvendo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesapi) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina.
Durante a operação, dois servidores públicos foram afastados das funções, e cerca de R$ 66 milhões foram bloqueados nas contas dos investigados. Também houve apreensão de veículos e bens de luxo, como Porsche, Volvo, relógios Rolex e dinheiro em espécie, incluindo dólares e aproximadamente R$ 1 milhão.
Os contratos investigados envolvem a gestão de hospitais estaduais, como o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba, e serviços de hemodiálise e diálise peritoneal. A PF investiga ainda possível favorecimento de empresas por parte de agentes públicos.
Com a análise de celulares e computadores apreendidos, a polícia espera identificar outros envolvidos e possíveis irregularidades adicionais.
O governador Rafael Fonteles (PT) declarou que as secretarias estaduais estão colaborando com as investigações e reforçou que eventuais responsáveis deverão responder conforme a lei.
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