Por Isabella Monteiro , Thawan Melo
17 de novembro de 2025 às 19:29 ▪ Atualizado há 2 meses
Em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (17), a delegada Nathalia Figueiredo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deu detalhes sobre o caso da mulher de 31 anos autuada por ocultação de cadáver após descartar um feto em uma área de mata no bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina. A suspeita, que permaneceu com o feto por horas antes de jogá-lo em um saco de lixo, pagou fiança de R$ 3 mil e foi liberada neste domingo (16), mas continua sendo investigada.
De acordo com a delegada, o caso teve inicio no sábado (15), quando um motorista de aplicativo foi acionado para uma corrida partindo de um estabelecimento comercial na zona Leste. A passageira carregava um saco preto e afirmou que o conteúdo eram resíduos da empresa onde trabalhava.
Durante o percurso, a mulher pediu que ele parasse próximo a uma área de mata e lançou o saco no local. O motorista achou a atitude estranha, mas seguiu viagem. No domingo (16), o motorista retornou ao ponto do descarte. Ao abrir o saco, encontrou o feto de sexo feminino. Ele acionou a Polícia Militar.
O motorista de aplicativo teria ligado via 190 relatando o encontro de um feto. Segundo ele, no sábado, por volta das 18h, pegou uma passageira que estava em um estabelecimento comercial na zona Leste e que carregava um saco preto. Ela pediu para parar próximo a uma área de mata e descartou o saco. Ele achou estranho, mas seguiu viagem. No dia seguinte, retornou ao local e, ao abrir, encontrou o feto de sexo feminino. Ambos vieram à delegacia, se reconheceram, e ela confirmou ser a pessoa que fez a corrida.
Delegada Nathalia Figueiredo, do DHPP - Foto: Reprodução Lupa1 No DHPP, ainda de acordo com a delegada, a mulher inicialmente relatou informalmente o que havia ocorrido, mas, ao logo em seguida, optou por exercer o direito de permanecer calada.
Durante a conversa informal, ela relatou a conduta. Mas, quando foi formalmente ouvida, fez uso do direito de permanecer calada. O que temos, e que motivou a autuação, é o crime de ocultação de cadáver. A lei prevê fiança, que foi arbitrada e paga. Ela foi liberada, mas permanece investigada. Agora precisamos analisar a situação do feto: se nasceu vivo ou morto; se, no caso de morte intrauterina, o aborto foi espontâneo ou criminoso; e, se nasceu vivo, se houve prática criminosa por parte da genitora.
A delegada Nathalia Figueiredo informou ainda que tanto a investigada quanto o feto já passaram por exames preliminares.
Ela foi submetida a exames e já temos certeza de que houve gestação recente, o que confirma que é a genitora. Também solicitamos exame toxicológico para verificar uso de alguma substância que possa ter provocado a morte. Sobre o feto, informalmente, o médico informou que não há sinais de violência mecânica. A criança estava formada, com cerca de 37 semanas, já apta a nascer. Mas só o laudo completo poderá confirmar se houve morte natural, aborto espontâneo ou crime, completou
De segunda a sexta, um resumo dos fatos que importam, direto no seu e-mail e de forma gratuita.
Em Teresina
Favorecimento
Análise
Maranhão em foco
Extensa ficha criminal
Articulação
Irregularidades
MP de olho
Aniversário
Saúde
Empreendedorismo
MP ta investigando
Festival
Falta transparência
Acúmulo ilegal
Os bastidores do poder no Piauí e no Brasil. A notícia sem rodeios. Lupa1 é jornalismo imparcial com conteúdo exclusivo e diário.
Termos de uso Política de Privacidade Princípios Editoriais
© 2026 Portal Lupa1. Todos os direitos reservados.