Por Isadora Santos , Thawan Melo
18 de dezembro de 2025 às 13:23 ▪ Atualizado há 2 meses
O inquérito que apurou o assassinato de Emilly Yassmyn Silva Oliveira, jovem que desapareceu no início deste mês na capital e foi localizada morta após ser vítima de feminicídio, foi concluído neste último fim de semana pela Polícia Civil do Piauí. O procedimento reúne todas as diligências, laudos periciais e depoimentos colhidos ao longo da investigação.
Emilly Yassmyn Silva Oliveira. Foto: Reprodução Durante a apuração, Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa foram formalmente responsabilizados pelo crime. De acordo com a Polícia Civil, ambos tiveram participação direta nos fatos que culminaram na morte da jovem e na tentativa de ocultação do corpo.
Segundo o delegado Jorge Terceiro, responsável pelo caso, os investigados foram indiciados por crimes distintos, conforme a conduta de cada um. “Os dois indivíduos foram indiciados, um deles pelo feminicídio majorado, pelo meio cruel contra a jovem, e também pela ocultação e destruição de cadáver. O outro indivíduo foi indiciado por ter auxiliado na ocultação e destruição do corpo, como autor direto também desse crime”, informou.
Delegado Jorge Terceiro da Delegacia de Desaparecimento de Pessoas (DESAP). Foto: TV Lupa1 O delegado explicou ainda que o inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário, com todos os laudos concluídos. Entre eles está o exame genético, realizado devido ao estado em que o corpo foi encontrado.
“O procedimento foi concluído e remetido ao Poder Judiciário. Todos os laudos já se encontram nos autos, inclusive o laudo genético, já que o corpo da jovem foi localizado apenas em partes ósseas após ter sido incendiado. O material foi comparado com o perfil genético do pai, que compareceu ao departamento, e houve confirmação da identidade. Além disso, Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa já se encontram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de feminicídio majorado e ocultação e destruição de cadáver”, detalhou.
Sobre a causa da morte, o delegado ressaltou que o grau de destruição do corpo impossibilitou a identificação precisa do mecanismo letal direto, embora os laudos indiquem fortes indícios de estrangulamento.
“O estado de deterioração foi tão grande que nem mesmo o médico perito do Instituto de Medicina Legal conseguiu apontar a causa direta da morte. No entanto, foi constatado que os restos mortais apresentavam um fio metálico ao redor da região cervical, compatível com estrangulamento, conforme descrito nos laudos. Em razão da destruição total dos tecidos moles, que foram incinerados, não foi possível a análise de outros elementos”, afirmou.
Dupla suspeita de matar e queimar Yassmyn têm prisão preventiva decretada pela Justiça. Foto Colagem: TV Lupa1 Hilton Candeira Carvalho e Carlos Roberto da Silva Sousa seguem presos e permanecem à disposição da Justiça.
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