Polícia

Polícia Militar expulsa cabo investigado por matar policial civil em Parnaíba

Valério de Sousa Caldas Neto é réu por homicídio qualificado contra o escrivão Alexsandro Cavalcante Ferreira, morto em 2023, no litoral do Estado.

Por Isadora Santos

27 de maio de 2026 às 09:29 ▪ Atualizado há 1 semana


O cabo da Polícia Militar do Piauí, Valério de Sousa Caldas Neto, foi expulso da corporação após decisão administrativa relacionada à morte do policial civil Alexsandro Cavalcante Ferreira, ocorrida em setembro de 2023, em Parnaíba.

 Fachada do Quartel Geral da PM (QCG)Fachada do Quartel Geral da PM (QCG)   

A decisão foi tomada por um Conselho de Disciplina da PM em outubro de 2025 e publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (26). Conforme o procedimento administrativo, o militar praticou faltas consideradas graves e incompatíveis com a permanência na corporação, comprometendo a disciplina e a imagem da instituição.

 Cabo da PM, Valério de Sousa Caldas Neto - Foto: ReproduçãoCabo da PM, Valério de Sousa Caldas Neto - Foto: Reprodução   

Com a expulsão, Valério perde o vínculo funcional com a Polícia Militar, deixa de receber remuneração pela corporação, perde o porte de arma e deverá devolver documentos, equipamentos e o fardamento militar. Apesar da exclusão administrativa, ele ainda poderá recorrer à Justiça.

O ex-policial militar responde na Justiça por homicídio qualificado pela morte de Alexsandro Cavalcante Ferreira, que atuava na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Parnaíba.

O crime

O crime aconteceu na noite de 12 de setembro de 2023, nas proximidades da residência da vítima, no residencial Caminhos da Alvorada. O policial civil foi encontrado morto durante a madrugada do dia seguinte, na calçada de uma casa próxima ao local onde morava.

 Foto da vítima, Alexsandro Cavalcante Ferreira, de 45 anos - Foto: ReproduçãoFoto da vítima, Alexsandro Cavalcante Ferreira, de 45 anos - Foto: Reprodução   

Horas após o homicídio, Valério se apresentou à Central de Flagrantes de Parnaíba. Em depoimento, afirmou que viu Alexsandro caminhando sozinho pela rua usando capuz e considerou a atitude suspeita. 

Segundo a versão apresentada pelo então PM, durante a abordagem a vítima teria apontado uma arma em sua direção, momento em que efetuou dois disparos. Ele alegou ainda que não sabia que Alexsandro era policial civil.




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