Política

Cientista Felipe d’Ávila diz que PT só tem chance estadual no Piauí com Rafael Fonteles

A Bahia foi classificada como um exemplo de desgaste eleitoral, enquanto no Ceará, a movimentação de lideranças como Ciro Gomes teria contribuído para reduzir ainda mais o espaço petista.

Por Alessandra Fonseca

23 de dezembro de 2025 às 05:11 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • Luiz Felipe d'Ávila analisa o cenário eleitoral de 2026, destacando que o PT enfrenta dificuldades para se manter competitivo nos estados, exceto no Piauí.
  • No Piauí, Rafael Fonteles é visto como o nome mais viável eleitoralmente pelo partido.
  • d'Ávila ressalta a importância das eleições estaduais na definição de políticas públicas e do equilíbrio político.
  • O PT carece de nomes fortes para enfrentar adversários competitivos fora do Piauí.
  • Rafael Fonteles se destaca pelo perfil técnico e pela formação em economia, diferenciando-se do padrão do partido.
  • Nos estados influentes como Bahia e Ceará, o PT enfrenta desgaste e perda de espaço.
  • A análise prevê que a direita pode avançar, desde que evite disputas internas.
  • Controlar governos estaduais será crucial para agendas econômicas e administrativas futuras.

O cientista político Luiz Felipe d’Ávila avaliou o cenário eleitoral de 2026 e afirmou que, no momento, o Partido dos Trabalhadores enfrenta dificuldades para se manter competitivo nas disputas pelos governos estaduais. De acordo com ele, a única exceção seria o Piauí, onde o governador Rafael Fonteles surge como o nome com maior viabilidade eleitoral dentro da legenda.

 Cientista Felipe d’Ávila diz que PT só tem chance estadual no Piauí com Rafael Fonteles - Foto: ReproduçãoCientista Felipe d’Ávila diz que PT só tem chance estadual no Piauí com Rafael Fonteles - Foto: Reprodução  

Na análise de d’Ávila, o próximo pleito não se resume à eleição presidencial. Para ele, as disputas nos estados terão papel central na definição dos rumos políticos e administrativos do país, influenciando diretamente a condução de políticas públicas e o equilíbrio de forças entre os campos ideológicos.

Ele avalia que o partido não conseguiu fortalecer quadros capazes de enfrentar adversários competitivos fora do Piauí e sustenta que, hoje, a sigla carece de nomes com força eleitoral significativa no cenário estadual.

Ao destacar Rafael Fonteles, d’Ávila chama atenção para o perfil técnico do governador piauiense, marcado pela formação em economia e por uma atuação voltada à gestão. Em tom crítico, afirma que essa característica o diferencia do padrão predominante no partido, que, segundo sua avaliação, tende a adotar decisões mais ideológicas.

O diagnóstico também é negativo em estados onde o PT já exerceu grande influência política. Na Bahia e no Ceará, por exemplo, o cientista político aponta desgaste e rearranjos no campo progressista que teriam reduzido ainda mais o espaço da legenda para 2026.

Para d’Ávila, esse contexto abre caminho para um avanço da direita nas eleições estaduais, desde que o campo conservador evite disputas internas. Ele avalia que o controle dos governos estaduais será determinante para a continuidade de agendas econômicas e administrativas, independentemente do resultado da eleição presidencial.




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