Por Isadora Santos
18 de dezembro de 2025 às 16:40 ▪ Atualizado há 2 meses
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, que todos os envolvidos no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social serão investigados e punidos, independentemente de vínculo pessoal ou político, desde que a participação seja comprovada.
Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil “É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas que estão envolvidas, todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Se tiver o (Fernando) Haddad (ministro da Fazenda), vai ser investigado”, afirmou o presidente
O nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, surgiu no depoimento de uma testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo a investigação, Antônio Carlos atuava em nome de associações e entidades de servidores, intermediando autorizações para descontos e recebendo percentuais dos valores por meio de empresas de sua propriedade.
As apurações também mencionam José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. Ele ocupa o cargo de diretor vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), uma das entidades investigadas por supostos desvios indevidos.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema fraudulento no INSS. Entre os presos está Romeu Carvalho Antunes, filho do Careca do INSS.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) entre 2019 e 2024.
Entre os presos está Romeu Carvalho Antunes, filho do Careca do INSS e o ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal.
Sede da Polícia Federal em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A operação tem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpriu 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão.
Questionado sobre a demora para o início efetivo da operação, deflagrada em abril deste ano, Lula afirmou que o governo optou por uma investigação criteriosa, sem ações de pirotecnia. Segundo ele, o caso vinha sendo apurado há cerca de dois anos.
“A decisão de apurar esse fato foi do governo. E por que demorou? Como a gente não queria fazer pirotecnia, a gente queria investigar com seriedade. A Controladoria-Geral da União levou praticamente dois anos fazendo investigação, porque seria muito fácil você fazer uma denúncia e não apurar. E a operação demorou, e foi nós do governo que tomamos a decisão de comunicar à sociedade brasileira”.
Até o momento, 4 milhões de aposentados e pensionistas já foram ressarcidos dos descontos não autorizados, chegando a um volume de R$ 2,7 bilhões em pagamentos. A investigação comandada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União identificou os responsáveis e bloqueou R$ 2,8 bilhões dos investigados pela fraude.
Fonte: Com informações do Palácio do Planalto
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