Política

Fraude no INSS: “Se tiver filho meu envolvido, será investigado”, afirma Lula

Nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, surgiu no depoimento de uma testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Por Isadora Santos

18 de dezembro de 2025 às 16:40 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O presidente Lula declarou que todos os envolvidos em um esquema de fraudes no INSS serão investigados e punidos.
  • O nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, foi mencionado na investigação.
  • A Polícia Federal deflagrou a operação "Sem Desconto" para investigar o esquema de fraudes entre 2019 e 2024.
  • Foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva, autorizados pelo STF.
  • A investigação recuperou R$ 2,7 bilhões em ressarcimento para 4 milhões de aposentados e pensionistas.
  • O governo demorou para iniciar a operação visando uma apuração criteriosa e sem ações pirotécnicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, que todos os envolvidos no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social serão investigados e punidos, independentemente de vínculo pessoal ou político, desde que a participação seja comprovada.

 Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilPresidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil   

“É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas que estão envolvidas, todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado. Se tiver o (Fernando) Haddad (ministro da Fazenda), vai ser investigado”, afirmou o presidente

Entenda

O nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, surgiu no depoimento de uma testemunha ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo a investigação, Antônio Carlos atuava em nome de associações e entidades de servidores, intermediando autorizações para descontos e recebendo percentuais dos valores por meio de empresas de sua propriedade.

As apurações também mencionam José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. Ele ocupa o cargo de diretor vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), uma das entidades investigadas por supostos desvios indevidos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema fraudulento no INSS. Entre os presos está Romeu Carvalho Antunes, filho do Careca do INSS.

Sem desconto

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) entre 2019 e 2024.Entre os presos está Romeu Carvalho Antunes, filho do Careca do INSS e o ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal.

 Sede da Polícia Federal em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilSede da Polícia Federal em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil   

A operação tem autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpriu 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão.

Questionado sobre a demora para o início efetivo da operação, deflagrada em abril deste ano, Lula afirmou que o governo optou por uma investigação criteriosa, sem ações de pirotecnia. Segundo ele, o caso vinha sendo apurado há cerca de dois anos.

“A decisão de apurar esse fato foi do governo. E por que demorou? Como a gente não queria fazer pirotecnia, a gente queria investigar com seriedade. A Controladoria-Geral da União levou praticamente dois anos fazendo investigação, porque seria muito fácil você fazer uma denúncia e não apurar. E a operação demorou, e foi nós do governo que tomamos a decisão de comunicar à sociedade brasileira”.

Ressarcimento

Até o momento, 4 milhões de aposentados e pensionistas já foram ressarcidos dos descontos não autorizados, chegando a um volume de R$ 2,7 bilhões em pagamentos. A investigação comandada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União identificou os responsáveis e bloqueou R$ 2,8 bilhões dos investigados pela fraude.

Fonte: Com informações do Palácio do Planalto




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