Política

Marcelo Castro crava "EU VOTEI NÃO" após aprovação do PL da Dosimetria

Senador do Piauí fez questão de não passar despercebido no script. Brasília votou. O estado escutou. Marcelo Castro tratou de deixar claro, em alto e bom som, de que lado está quando o assunto é democracia.

Por Alessandra Fonseca

18 de dezembro de 2025 às 16:13 ▪ Atualizado há 2 meses


Brasília decidiu, mas foi impossível não ouvir o barulho chegando até o Piauí. A votação do PL da Dosimetria aconteceu no Senado, no coração do poder, mas o eco político atravessou estados e ganhou ressonância especial no Piauí com a manifestação pública do senador Marcelo Castro (MDB). Castro crava "EU VOTEI NÃO" após aprovação do PL da Dosimetria.

 Senador Marcelo CastroSenador Marcelo Castro   

Logo após a aprovação do projeto, o parlamentar piauiense foi às redes sociais e dispensou intermediários. Em CAIXA ALTA, como quem faz questão de marcar território, escreveu: “EU VOTEI NÃO!”. Um recado curto, direto e calculadamente sonoro, daqueles que não pedem interpretação.

Na legenda que acompanhou o post na sua rede social X (antigo twitter), Marcelo Castro deixou claro que sua posição não é fruto de arroubo momentâneo. Para ele, não há espaço para relativizar penas quando o assunto é ataque à democracia.

“Atentar contra a Democracia é um dos crimes mais graves que existem”, afirmou, numa crítica explícita a qualquer tentativa de suavizar a responsabilização de envolvidos em atos golpistas.

O senador também fez questão de ampliar o alcance da cobrança. Não basta punir quem apareceu na linha de frente. Na visão dele, articuladores, financiadores e operadores do projeto golpista precisam responder com o máximo rigor previsto em lei, sem indulgência institucional.

Não passou despercebido, houve ali mais do que um voto: houve um posicionamento político cuidadosamente demarcado. Marcelo Castro frisou que o “não” dado em Brasília reflete um compromisso permanente com a Constituição e com a democracia, valores que ele faz questão de apresentar como inegociáveis.

No fim das contas, o plenário aprovou. Mas o senador do Piauí fez questão de não passar despercebido no script. Brasília votou. O Piauí escutou. E Marcelo Castro tratou de deixar claro, em alto e bom som, de que lado está, segundo ele, quando o assunto é democracia.




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