Por Isadora Santos
29 de outubro de 2025 às 12:34 ▪ Atualizado há 2 meses
O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), se pronunciou no fim da noite desta terça-feira (28), sobre a megaoperação policial nas comunidades do Rio de Janeiro dizendo estar "horrorizado". Em um post em seu perfil na rede X (antigo Twitter), a ONU pediu que as autoridades estejam atentas a suas obrigações perante o direito internacional.
ONU se diz “horrorizada” com megaoperação no Rio e cobra investigação. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil "Brasil: estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que já teria resultado na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais. Esta operação letal reforça a tendência de consequências extremamente fatais das ações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil. Relembramos às autoridades suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos e instamos a realização de investigações rápidas e eficazes”, declarou.
Considerada a açõa mais letal do Estado, a Operação Contenção, foi deflagrada nesta terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na zona Norte da capital fluminense. De acordo com o Governo do Rio de Janeiro, o objetivo da megaoperação era cumprir 100 mandados de prisão e conter a expansão territorial da organização criminosa Comando Vermelho (CV).
A ação mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares, com a participação do Ministério Público. Além de aparato tecnológico, como drones, a Operação contou com dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.
Até a noite de ontem o número de mortes confirmadas era de 64, incluindo 60 suspeitos de crimes e 4 policiais (dois policiais civis e dois policiais militares do Bope). Já na manhã desta quarta-feira (29), a Praça da São Lucas, no Complexo da Penha amanheceu com uma fila de corpos estendidos em uma lona. De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro já foram contabilizados um total de 132 vítimas fatais sendo, 128 civis e 04 policiais.
Os corpos foram deixados na praça à medida que eram recuperados por moradores das comunidades do complexo. Ao menos 25 deles estavam em uma área de mata, no alto da Serra da Misericórdia, além de outras regiões.
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