Por Isadora Santos
15 de dezembro de 2025 às 10:38 ▪ Atualizado há 3 meses
O suplente Adilson Barroso (PL-SP) deve assumir o mandato de Carla Zambelli (PL-SP) na Câmara dos Deputados após a parlamentar comunicar a renúncia de seu mandato neste domingo (14). A informação da renúncia foi divulgada pela assessoria da presidência da Casa.
Quem é Adilson Barroso, suplente que deve assumir vaga de Zambelli. Foto: Zeca Ribeiro/ Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Natural de Minas Gerais, Adilson Barroso é filiado ao Partido Liberal (PL) de São Paulo. Suplente da bancada da sigla, ele já exerceu o mandato em outras ocasiões ao longo da atual legislatura.
Nas redes sociais, o político se define como “bolsonarista de direita, conservador, patriota” e afirma ser próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de Michelle Bolsonaro e do deputado Nikolas Ferreira.
Adilson Barroso. Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Barroso ocupou a vaga de Guilherme Derrite (PP-SP) entre 2023 e 2025, período em que o titular se licenciou para comandar a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Com o retorno de Derrite ao cargo no fim de novembro, Barroso voltou à condição de suplente.
A trajetória política começou em 1988, aos 23 anos, quando foi eleito vereador de Barrinha, no interior paulista, pelo PTB. Ele se reelegeu em 1992, pelo então PFL, e foi vice-prefeito do município entre 1997 e 2002.
Em 2002, Barroso foi eleito deputado estadual pelo Prona e permaneceu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) até 2010, ano em que não conseguiu a reeleição. Em 2016, retornou à Câmara Municipal de Barrinha.
O parlamentar foi um dos fundadores do Partido Ecológico Nacional (PEN) em 2012, legenda que passou a se chamar Patriota em 2017. Em 2018, tentou viabilizar a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência pelo partido.
Após ser destituído da presidência do Patriota, Barroso se filiou ao PL em 2021. No ano seguinte, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados e passou a ocupar a suplência.
Na sexta-feira (12), a Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara que havia rejeitado a cassação e preservado o mandato de Zambelli e determinou a perda imediata do mandato de Carla Zambelli.
Na quarta-feira (10), o plenário da Câmara havia decidido manter a deputada no cargo por 227 votos a 110, número inferior aos 257 votos necessários para a cassação. Diante disso, Alexandre de Moraes anulou a resolução que oficializou o resultado, ao considerar a decisão inconstitucional.
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