Saúde

Dormir com o celular por perto pode afetar o cérebro e prejudicar a qualidade do sono, alertam especialistas

Especialistas alertam que o uso do celular antes de dormir pode afetar o sono, aumentar a ansiedade e prejudicar funções importantes do cérebro.

Por Victória Santos

13 de maio de 2026 às 15:15 ▪ Atualizado há 3 semanas


Dormir ao lado do celular se tornou um hábito comum para milhões de pessoas, mas estudos científicos vêm alertando para os impactos silenciosos que essa prática pode causar no cérebro e na qualidade do sono. Especialistas apontam que a exposição contínua à luz da tela, notificações e estímulos digitais durante a noite pode interferir diretamente no descanso e no funcionamento cerebral.

 Foto: FreepikFoto: Freepik   

Segundo pesquisadores da área da saúde, a luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos reduz a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o sono. Com isso, o cérebro demora mais para entrar em estado de descanso profundo, aumentando casos de insônia, dificuldade de concentração e cansaço ao longo do dia.

Além da luz, o simples fato de manter o celular próximo à cama pode deixar o cérebro em estado de alerta constante. Vibrações, sons de notificações e até a expectativa de receber mensagens durante a madrugada contribuem para um sono fragmentado e menos reparador.

Especialistas também associam o uso excessivo do celular antes de dormir ao aumento da ansiedade e do estresse, especialmente entre jovens e adultos que passam muitas horas conectados às redes sociais. A recomendação é evitar o uso do aparelho pelo menos 30 minutos antes de dormir e manter o celular longe da cama durante a noite.

A relação entre ansiedade tecnológica e noites mal dormidas

O consumo de conteúdo estimulante ou notícias negativas antes de dormir dispara o cortisol, o hormônio do estresse, que é o oposto biológico do sono. Na rotina moderna de 2026, a dopamina liberada pelas curtidas e interações digitais cria uma dependência que fragmenta o descanso e prejudica severamente a memória funcional.

Ao quebrar esse ciclo de gratificação instantânea, o indivíduo permite que o funcionamento do cérebro retome seus ritmos naturais de relaxamento e consolidação. A ciência é clara: a qualidade do que você faz nas horas que antecedem o repouso dita o desempenho da sua neurociência pessoal pelos próximos dias, influenciando humor e produtividade




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