Saúde

Fogos de artifício: veterinário orienta como reduzir o estresse de pets no fim de ano

Barulho intenso pode causar ansiedade e até riscos à saúde; especialista explica medidas simples para proteger cães e gatos durante as festas.

Por Isadora Santos

29 de dezembro de 2025 às 15:03 ▪ Atualizado há 2 meses

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  • O fim de ano traz preocupações com o impacto dos fogos de artifício em animais de estimação, causando ansiedade e estresse.
  • O veterinário Maxwell Reis recomenda compreender o ambiente do animal e criar um espaço mais protegido contra o som dos fogos.
  • É aconselhado adaptar o animal gradualmente ao ambiente mais calmo, com música suave, e evitar mudanças bruscas.
  • Alternativas naturais para ansiedade, como florais e feromônios, podem ser úteis. Medicamentos sedativos devem ser prescritos somente por veterinários.
  • O comportamento dos animais varia com idade e raça; filhotes são mais agitados, idosos são mais vulneráveis ao estresse.
  • A prevenção e adaptação são essenciais para o bem-estar dos animais durante as festas.

Com a chegada do fim de ano e o aumento das queimas de fogos de artifício, o estresse em animais de estimação volta a ser uma preocupação recorrente entre tutores. O barulho intenso pode provocar ansiedade, medo e alterações físicas em cães e gatos, exigindo cuidados específicos para reduzir os impactos nesse período. Médico veterinário e professor de Medicina Veterinária da Uninassau Jockey, Maxwell Reis. Foto: TV Lupa1Médico veterinário e professor de Medicina Veterinária da Uninassau Jockey, Maxwell Reis. Foto: TV Lupa1 

Em entrevista, o médico veterinário e professor de Medicina Veterinária da Uninassau Jockey, Maxwell Reis, explica que o primeiro passo é compreender o ambiente em que o animal está acostumado a viver. Segundo ele, independentemente de o pet permanecer dentro de casa ou no quintal, o som dos fogos é um fator altamente perturbador e pode desencadear reações como agitação excessiva, estresse e ofegância, causada pelo cansaço gerado pelo medo contínuo.

Diante disso, o veterinário orienta que os tutores providenciem um local mais protegido, capaz de reduzir a intensidade do som. Ambientes internos, como quartos com portas e janelas fechadas, podem funcionar como refúgio, desde que o animal já esteja adaptado ao espaço.

Além da proteção física, Maxwell destaca a importância da adaptação sonora. Ele recomenda que, a partir do início de dezembro, os tutores iniciem um processo gradual de condicionamento, utilizando sons suaves. “Músicas lentas ou terapêuticas ajudam o animal a se acostumar com estímulos sonoros mais controlados, o que pode reduzir o impacto quando os fogos começarem”, explica.

Outro recurso citado pelo especialista é o uso de alternativas naturais para controle da ansiedade, como florais e difusores de feromônios, que podem ser conectados à tomada e auxiliam na sensação de segurança do animal. Ele alerta, no entanto, que medicamentos sedativos não devem ser utilizados sem prescrição veterinária. Coleiras calmantes disponíveis no mercado também podem ser uma opção complementar.

Sobre a prática comum de isolar o animal em um ambiente fechado e escuro, o professor ressalta que a estratégia só é válida se houver adaptação prévia. Mudanças bruscas de ambiente tendem a aumentar o estresse, especialmente se o pet nunca teve contato com aquele espaço. A orientação é iniciar com períodos curtos, aumentando gradualmente o tempo, sempre com a presença do tutor para transmitir segurança e evitar o isolamento total do convívio familiar.

“Não  adianta você nunca ter colocado o animal em um ambiente fechado escuro se ele nunca teve contato Isso ali também vai estressá-lo. Então, se você quer mudar o ambiente do animal, você precisa adaptá-lo. Deixe um dia ele no quarto, um dia uma hora, duas horas, no outro dia deixe mais tempo, mas o importante também é sempre você estar junto dele, para poder saber que ele tem uma pessoa lá junto, que ele pode confiar e que ele não vai ficar sozinho”, diz Maxwell.

As reações aos fogos também variam conforme a idade e a raça do animal. Maxwell alerta que animais idosos podem ser mais suscetíveis a sustos intensos, com risco de complicações cardíacas, enquanto filhotes costumam reagir com maior agitação. 

“Os animais mais jovens são muito agitados. É normal um filhote ser agitado. Então, a gente pode proporcionar para ele um enriquecimento ambiental, colocar brinquedos, você ficar brincando com ele para gastar a energia dele também. No animal idoso, é aqueles tratamentos paliativos, manter ali a água perto, a comida perto”, explica.

Ele também alerta que para os idosos, o cuidado deve ser redobrado, garantindo água e alimentação acessíveis, além de um ambiente calmo e confortável.

O veterinário reforça que a prevenção e a adaptação são as principais aliadas para garantir o bem-estar dos pets durante as festas de fim de ano, evitando sofrimento desnecessário e riscos à saúde dos animais.




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