Por Isadora Santos
03 de dezembro de 2025 às 10:50 ▪ Atualizado há 2 meses
A Secretaria da Saúde do Piauí (Sesapi), por meio da Coordenação Estadual de Imunizações, realizou, nesta terça-feira (02), uma reunião virtual com equipes municipais para orientar sobre o uso da nova vacina contra a dengue. O encontro repassou recomendações de manuseio, aplicação e registro do imunizante recentemente aprovado pela Anvisa e desenvolvido pelo Instituto Butantan.
Vacina contra dengue. Foto: Divulgação/Ascom Sesapi A segurança e a eficácia da vacina foram confirmadas pela Anvisa no fim de novembro. Além de ser o primeiro imunizante totalmente produzido no Brasil, a Butantan-DV se torna a primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo. Até então, o país contava apenas com a Qdenga, de origem japonesa, que exige duas doses e é ofertada no SUS apenas para jovens de 10 a 14 anos.
“Foram repassadas informações primordiais para a conservação e aplicação da vacina. O aplicador deve armazenar em condições específicas de refrigeração, entre 2°C e 8°C, conforme as normas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Todas as doses aplicadas devem ser registradas nos sistemas de informação do Ministério da Saúde. A recomendação é que a vacina seja aplicada em adolescentes de 10 a 14 anos”, destacou a coordenadora Estadual de Imunização, Bárbara Pinheiro.
Somente este ano, o Piauí já contabiliza 6.899 casos de dengue, dos quais 46 evoluíram para a forma grave, além de 11 óbitos confirmados.
Com proteção contra os quatro sorotipos do vírus em dose única, o imunizante representa um avanço científico com potencial para transformar o enfrentamento da dengue no país. Após 12 anos de pesquisa a vacina apresentou eficácia global de 74,4% na população de 12 a 59 anos. Isso significa que cerca de 74% dos casos da doença foram evitados entre pessoas vacinadas.
Vacina de dose única contra a dengue do Butantan. Foto: Butantan/Divulgação Mesmo com a redução de 75% nos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024, o Ministério da Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti deve continuar em todo o país.
Até outubro deste ano, o Brasil registrou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, representando queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024. A maior concentração ocorre em São Paulo (55%), seguido de Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%).
Em relação aos óbitos, que até outubro somaram 1,6 mil, também houve redução de 72% em comparação ao mesmo período de 2024. São Paulo concentra a maior parte das mortes (64,5%), seguido por Paraná (8,3%), Goiás (5,5%), Rio Grande do Sul (3%) e Minas Gerais (8%).
Fonte: Com informações da Sesapi e do Ministério da Saúde
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