Por Isadora Santos
21 de maio de 2026 às 10:43 ▪ Atualizado há 1 semana
A prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra durante a Operação Vérnix também colocou novamente em evidência o nome de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como principal líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, deflagrada nesta quinta-feira (21) pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
Atualmente Marcola está preso em Brasília - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil - Arquivo Mesmo preso há quase 27 anos, Marcola continua sendo considerado uma das figuras mais influentes do crime organizado no país. Além de Deolane, familiares do criminoso também foram alvo da investigação, suspeitos de participação na movimentação financeira atribuída ao grupo.
Natural de Osasco, em São Paulo, Marcos Willians Herbas Camacho perdeu os pais ainda na infância e passou a viver nas ruas da capital paulista. Segundo investigações, foi nesse período que começou a cometer pequenos furtos e outros crimes.
O apelido “Marcola” surgiu ainda na juventude, em referência ao hábito de inalar cola de sapateiro. A primeira prisão ocorreu em 1986, quando ele tinha 18 anos, após participação em um assalto a banco.
Já no sistema prisional, teve contato com integrantes que futuramente fundariam o PCC. Em 1993, enquanto estava na Casa de Custódia de Taubaté, foi integrado à facção criminosa e passou a ganhar espaço dentro da organização.
Em 1999, Marcola foi recapturado após um roubo a banco na Marginal Tietê, em São Paulo. Desde então, não voltou mais à liberdade.
A ascensão definitiva ao comando do PCC aconteceu em 2002, após disputas internas na facção. Sob sua liderança, o grupo ampliou a atuação para além dos presídios e fortaleceu operações ligadas ao tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
Atualmente com 58 anos, Marcola acumula condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubo a banco e associação criminosa. As penas somadas ultrapassam 300 anos de prisão.
Ele está custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima destinada a presos considerados de alta periculosidade.
Na nova fase das investigações, a polícia apura o uso de empresas de fachada e familiares para ocultar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo as autoridades, uma sobrinha de Marcola teria atuado como intermediária no repasse de ordens e movimentações financeiras ligadas ao esquema investigado.
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