Por Tiago Moura
26 de maio de 2026 às 12:47 ▪ Atualizado há 1 semana
A detenta Lucila Meireles Costa, de 42 anos, suspeita de atuar como falsa advogada em um esquema ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), morreu na última sexta-feira (22), em Teresina. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Justiça do Piauí (Sejus-PI).
Suspeita de atuar como falsa advogada ligada ao CV morre em unidade de saúde de Teresina. Foto: Ascom Segundo a pasta, Lucila passou mal enquanto estava custodiada na Penitenciária Feminina de Teresina e foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Promorar, na zona Sul da capital, onde estava internada desde o dia 19 de maio. Ela não resistiu às complicações de saúde.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi relacionada a um quadro de diabetes descompensada, associado a complicações metabólicas e respiratórias.
A Sejus informou ainda que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado, conforme determina o protocolo adotado em casos de morte de internos sob custódia do Estado. A secretaria afirmou também que está prestando assistência à família da detenta.
Lucila Meireles Costa foi presa em fevereiro deste ano, no Centro de Teresina, durante a Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas.
Segundo as investigações, ela se passava por advogada para obter informações sigilosas e corromper servidores do sistema de Justiça. A polícia apontou que o esquema tinha ligação com o Comando Vermelho e envolvia crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional.
As investigações também identificaram a existência de um suposto “núcleo político” da organização criminosa, que teria acesso a órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Durante a prisão, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, anotações e o token de uma advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM). Segundo o delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Policiais (Deop), o material era utilizado por Lucila para atuar ilegalmente.
A Operação Erga Omnes teve alvos em diversos estados brasileiros e investigava uma organização criminosa suspeita de movimentar milhões de reais.
Em nota, a Secretaria da Justiça informou que Lucila morreu após apresentar agravamento em um quadro de saúde pré-existente. Conforme a pasta, a declaração de óbito emitida pelo IML apontou “diabetes descompensada com hiperglicemia, acidose metabólica e respiratória” como causa da morte.
A secretaria reforçou que o DHPP foi acionado para acompanhar o caso e que a assistência necessária está sendo oferecida aos familiares da interna.
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