Por Viviane Augusta
23 de abril de 2026 às 13:55 ▪ Atualizado há 1 mês
Dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025, com informações atualizadas até junho de 2025, mostram que a doença segue em níveis elevados no país, após anos de crescimento.
Teste rápido ajuda a identificar a sífilis e iniciar o tratamento de forma imediata - Foto: Secretaria de Saúde do DF Em 2024, último ano com dados consolidados, o Brasil registrou 256,8 mil casos de sífilis adquirida, com taxa de 120,8 casos por 100 mil habitantes, quase o dobro do registrado em 2020.
A doença atinge principalmente jovens adultos. As maiores taxas estão entre pessoas de 20 a 29 anos e 30 a 39 anos, faixa considerada mais vulnerável à infecção.
Entre gestantes, foram 89,7 mil casos em 2024, mantendo tendência de crescimento. Um dos dados que mais chamam atenção é que 27% das gestantes com sífilis tiveram bebês infectados, o que indica falhas no diagnóstico ou no tratamento durante o pré-natal.
Entre 2022 e 2024, o país registrou queda de mais de 2,6 mil casos. Mesmo com a redução, a doença ainda causa mortes e em 2024, foram 183 óbitos de bebês relacionados à sífilis congênita.
Os dados também mostram desigualdade regional. No Piauí, a taxa geral de sífilis é uma das menores do país, mas o percentual de transmissão da mãe para o bebê está entre os mais altos, o que acende alerta para a qualidade do pré-natal.
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