Por Emanuel Oliveira
24 de junho de 2026 às 08:41 ▪ Atualizado há 4 horas
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil do Piauí, realizou nesta quarta-feira (24) uma operação conjunta com a Polícia Civil de Minas Gerais para cumprir 32 mandados judiciais contra um grupo investigado por exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão nos municípios de Pirapora (MG), Teresina (PI), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA).
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de atuar na exploração do jogo conhecido como "Quer Ganhar", utilizando uma estrutura organizada para comercialização de bilhetes, divulgação de sorteios e movimentação financeira ligada à atividade.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações tiveram início após investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais, que identificaram indícios de uma organização com divisão de funções, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultar recursos obtidos com a atividade investigada.
As investigações também apontam suspeitas de manipulação de resultados por meio do controle de bilhetes não comercializados, além do uso de plataformas digitais para divulgação dos sorteios. A polícia apura ainda denúncias de ameaças contra apostadores que reivindicavam premiações.

Relatórios de Inteligência Financeira indicaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a polícia, foram identificadas operações financeiras atípicas que somam aproximadamente R$ 11,5 milhões.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou medidas cautelares, incluindo o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão.
Conforme a Polícia Civil, 16 dos mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Teresina. A operação contou com apoio do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

As investigações seguem em andamento para apurar a participação dos envolvidos e a extensão das atividades do grupo.
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