Polícia

Mulher presa pela PF ao sacar cerca de R$ 500 mil em agência bancária é vereadora de Piripiri

Segundo a PF, a abordagem ocorreu após monitoramento que indicaram movimentações consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada da investigada.

Por Emanuel Oliveira

25 de junho de 2026 às 13:12 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A vereadora de Piripiri, Nalvinha Melo, foi presa em flagrante pela Polícia Federal ao sacar R$ 500 mil em uma agência do Banco do Brasil.
  • A prisão ocorreu após monitoramento baseado em Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf.
  • As investigações indicaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica da vereadora.
  • Foram registrados créditos superiores a R$ 2 milhões em um ano, levantando suspeitas sobre a origem do dinheiro.
  • Há possíveis ligações com empresas que receberam pagamentos de órgãos públicos no Piauí e Ceará.
  • A Polícia Federal investiga indícios de lavagem de dinheiro e a participação de outras pessoas no esquema.
  • A vereadora está à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.

A vereadora de Piripiri, Francinalva Coelho de Melo, conhecida como “Nalvinha Melo”, foi presa em flagrante pela Polícia Federal no momento em que realizava um saque de aproximadamente R$ 500 mil em uma agência do Banco do Brasil no município, na última quarta-feira (24).

Mulher presa pela PF ao sacar cerca de R$ 500 mil em agência bancária é vereadora de Piripiri - Foto: Divulgação

Segundo a PF, a abordagem ocorreu após monitoramento baseado em Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que indicaram movimentações consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada da investigada e operações financeiras classificadas como suspeitas.

No momento da ação, a parlamentar estava com o valor em espécie dentro de uma mochila. De acordo com as investigações, as movimentações bancárias associadas à investigada teriam registrado créditos que ultrapassam R$ 2 milhões em um período de um ano, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos.

As investigações também apontam possível ligação da investigada com empresas que teriam recebido pagamentos de órgãos públicos no Piauí e no Ceará entre 2022 e 2026. A PF apura se há indícios de lavagem de dinheiro e eventual participação de outras pessoas físicas e jurídicas no esquema.

A suspeita permanece à disposição da Justiça, enquanto as diligências seguem para aprofundar a origem e o destino dos valores movimentados.




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