Polícia

Vereadora de Piripiri presa pela PF ao sacar R$ 500 mil é solta após pagar fiança de R$ 20 mil

Em depoimento, a vereadora afirmou que o valor sacado seria destinado à compra de um imóvel.

Por Redação Lupa1

25 de junho de 2026 às 17:04 ▪ Atualizado há 1 hora


A vereadora de Piripiri, Francinalva Coelho de Melo, conhecida como Nalvinha Melo, recebeu liberdade provisória após decisão da Justiça em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (25). Ela havia sido presa em flagrante pela Polícia Federal na quarta-feira (24), ao sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária do município.

Mulher presa pela PF ao sacar cerca de R$ 500 mil em agência bancária é vereadora de Piripiri - Foto: DivulgaçãoVereadora de Piripiri é solta após pagar fiança de R$ 20 mil; ela havia sido presa ao sacar R$ 500 mil - Foto: Reprodução 

A decisão judicial homologou o auto de prisão em flagrante e estabeleceu o pagamento de fiança no valor de R$ 20 mil, além da aplicação de medidas cautelares.

Entre as restrições impostas, a parlamentar deverá comparecer periodicamente à Justiça, manter endereço atualizado e não se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização. Também está proibida de manter contato com pessoas citadas no processo e de se aproximar delas em um raio mínimo de 200 metros.

A Justiça determinou ainda o afastamento da vereadora da administração de empresas investigadas e a suspensão das atividades de uma das pessoas jurídicas ligadas ao caso. O descumprimento das medidas pode resultar em prisão preventiva.

Segundo as investigações da Polícia Federal, a prisão ocorreu após monitoramento de movimentações financeiras consideradas atípicas, com base em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os dados apontam movimentações que somariam cerca de R$ 2,8 milhões em um período recente.

Em depoimento, a vereadora afirmou que o valor sacado seria destinado à compra de um imóvel. Ela também declarou administrar atividades empresariais no setor imobiliário e de construção, além de parcerias comerciais com o esposo. A PF apura a origem dos recursos e possíveis irregularidades nas movimentações financeiras.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal e acompanhamento do Ministério Público e do Poder Judiciário.




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