Por Emanuel Oliveira , Thawan Melo
26 de junho de 2026 às 10:04 ▪ Atualizado há 1 hora
A Polícia Civil do Piauí prendeu, na manhã desta sexta-feira (26), um empresário identificado como Igor Medeiros Camarço, proprietário de uma autoescola, suspeito de tentativa de homicídio qualificado. A prisão preventiva foi cumprida no bairro Real Copagri, na zona Norte de Teresina, por equipes da 3ª Delegacia Seccional, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).
Empresário Igor Medeiros Camarço, suspeito de tentativa de homicídio - Foto: Reprodução
Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por um desentendimento envolvendo a instalação de um portão eletrônico em um dos estabelecimentos comerciais do suspeito. De acordo com a Polícia Civil, após a discussão, o empresário foi até a residência da vítima armado, bateu no portão até que ela saísse e efetuou dois disparos de arma de fogo, atingindo-a na perna.
Em entrevista à TV Lupa1, o delegado Eduardo Aquino afirmou que a motivação do crime foi considerada banal. Segundo ele, o desentendimento ocorreu por causa de um problema no funcionamento do motor do portão, equipamento que, inclusive, havia sido adquirido pelo próprio empresário.
Delegado Eduardo Aquino - Foto: Lupa1
"O fato chama atenção pela banalidade da ocorrência desse fato. Foi uma discussão por causa de um portão eletrônico. Inconformado, ele foi até a casa da vítima armado, chamou a vítima para fora e efetuou dois disparos", afirmou o delegado.
Ainda segundo Eduardo Aquino, após os disparos, o suspeito chegou a apontar a arma para a cabeça da vítima e fez ameaças de morte. O homicídio, segundo a investigação, só não foi consumado porque a esposa da vítima interveio, abraçando o marido e impedindo que o agressor continuasse a ação.
O delegado destacou ainda que o investigado possuía registro legal da arma utilizada no crime, mas teria empregado o armamento para intimidar e retaliar a vítima. Ele também informou que o empresário já possui histórico de comportamento agressivo, com registros de ocorrência por lesão corporal, injúria e outros episódios de violência.
"Demonstra uma frieza muito grande utilizar uma arma obtida de forma regular para praticar um crime dessa gravidade. Durante as investigações constatamos outros registros envolvendo agressões e intimidações, o que reforçou o pedido de prisão preventiva", explicou.
Arma usada no crime - Foto: Divulgação
De acordo com Aquino, o suspeito não procurou a polícia após o crime e retornou para casa normalmente. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça. Durante o cumprimento do mandado, o empresário ofereceu resistência inicial às equipes policiais, mas foi preso e encaminhado para os procedimentos legais.
A vítima sobreviveu ao atentado e, conforme a Polícia Civil, não sofreu complicações mais graves. O caso segue sob investigação.
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