Política

PF aponta novos indícios de ocultação patrimonial, e STF mantém prisão de Daniel Vorcaro

Informações constam em relatório reproduzido pelo ministro do STF André Mendonça, que rejeitou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do investigado.

Por Neto Maciel

26 de junho de 2026 às 09:28 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Polícia Federal investiga o ex-banqueiro Daniel Vorcaro por suspeita de ocultação patrimonial.
  • O ministro do STF André Mendonça manteve a prisão preventiva de Vorcaro, rejeitando o pedido de prisão domiciliar.
  • Novos indícios sugerem movimentações compatíveis com ocultação de bens.
  • Um núcleo de apoio a Vorcaro, incluindo seu pai, Henrique Vorcaro, estaria envolvido em operações financeiras e intimidação.
  • Henrique é apontado como operador financeiro de um grupo chamado "A Turma", acusado de obstrução de justiça.
  • Daniel Vorcaro foi transferido para uma nova unidade prisional após rejeitar propostas de delação.
  • Foi determinada a restrição de comunicação entre Vorcaro e outros presos relacionados à operação Compliance Zero.

As investigações da Polícia Federal sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ganharam novos desdobramentos após a identificação de indícios de suposta ocultação patrimonial. As informações constam em relatório reproduzido pelo ministro do STF André Mendonça, que rejeitou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do investigado.

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução   

Na decisão, Mendonça considerou que a manutenção da prisão preventiva continua necessária "sob a perspectiva dos próprios interesses da investigação". O ministro também citou novos elementos que "sugerem a realização de movimentações com características compatíveis com estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial".

O relatório da PF aponta ainda a existência de um núcleo de apoio que continuaria atuando em favor de Vorcaro, desempenhando "papel relevante" nas investigações e na "gestão de interesses patrimoniais vinculados ao grupo econômico sob investigação". Entre os citados está Henrique Vorcaro, pai de Daniel, que também teve negado o pedido de revogação da prisão preventiva.

Segundo a investigação, Henrique seria o mandante e operador financeiro dos pagamentos destinados ao grupo chamado "A Turma", descrito como um "núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades". Daniel Vorcaro, preso desde março, foi transferido da Superintendência da PF para a ala conhecida como "Papudinha", após perder o benefício da cela especial em razão da rejeição de propostas de delação premiada.

Na decisão, André Mendonça também determinou que a direção do presídio adote medidas para impedir qualquer comunicação entre Vorcaro e outros presos da operação Compliance Zero, investigação que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A PF afirmou que a nova unidade prisional "reúne condições mais adequadas de segurança, custódia e suporte ao preso".




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